sábado, 29 de novembro de 2008

Um pouco de História... PARTE 2

Por: Dani Violim

Continuando...e mais breve dessa vez...hehehe

Após muita emoção pela primeira vitória e o sabor inigualável de dever cumprido, dali em diante, seria impossível acabar com o Clube que tantos, apesar do pouco tempo de vida, já amavam. O Palestra pensaria grande porque seria grande e, o próximo passo seria a filiação à APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) a fim de disputar o Campeonato Paulista.

A vitória sobre o Savóia não foi suficiente para que a entidade que comandava o futebol paulista da época aceitasse o Clube em seu campeonato. No momento da filiação, exigiu a APEA mais uma missão ao Palestra Itália: desta vez, o adversário teria de ser de ponta. O escolhido foi o Santos, considerado um bom time de então. Se vencêssemos, as portas do Campeonato Paulista estariam abertas; se não vencêssemos... Bom, Não Vencemos!! Pelo contrário, tomamos uma goleada de 7x0.
Não se pode negar que o abatimento foi geral. A única saída então seria o Palestra ocupar a vaga de algum clube que já tivesse sua vaga garantida no Campeonato Paulista de 1916, mas quem desistiria assim?
O Wanderers. Esse time, de origem inglesa, foi, digamos, "forçado a desistir", pois o futebol na época não era reconhecido como esporte profissional. Assim sendo, qualquer tipo de remuneração era proibida no País. E o Wanderers pagou a seus jogadores por uma vitória, sendo desfiliado dos quadros da APEA. PRONTO: surgia a vaga que o Palestra Itália tanto precisava.
A estréia no Campeonato Paulista seria contra o Mackenzie, um dos mais importantes clubes do Estado na época.
Em 13 de Maio de 1916, esperava-se um passeio do Mackenzie sobre o Palestra, mas o que se viu em campo foi um time palestrino forte, que embora fosse muito inferior ao adversário, mostrou garra suficiente para arrancar um empate vitorioso em 1x1.
O Palestra terminou o ano em penúltimo lugar no Campeonato Paulista. Para o próximo ano, 1917, a Diretoria investiu e trouxe nomes como: Ministro, Bertolini, Martinelli e Heitor. A campanha foi bem melhor: apenas UMA derrota em 16 partidas disputadas, com DEZ vitórias do Palestra Itália. No fim, vice-campeões.

ENFIM, O TÍTULO DE CAMPEÃO

Já em 1919, a campanha do 1º Turno foi impecável - em 20 pontos disputados, apenas 1 perdido. O problema é que, quanto mais equilibrado o campeonato, maior o preço pago pelos pontos perdidos. E o Palestra Itália, tão jovem, não aprendera ainda a tal lição (qualquer semelhança com a situação atual do futebol, não é mera coincidência, rsrs). Ficamos com o vice-campeonato novamente.
O ano de 1920 prometia ser a redenção palestrina. O Clube conseguiu adquirir o Campo da Antárctica Paulista. Porém, olha que interessante, naquela época a arbitragem já pegava no nosso pé, mas terminado o 2º Turno, com uma excelente campanha, Palestra Itália e Paulistano (éca, rs) viram-se incrivelmente empatados em tudo: 26 pontos, 12 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. O regulamento mandava que, neste caso, o título seria decidido em um jogo extra. Este foi marcado para 19 de Dezembro de 1920, no neutro campo da Floresta (isso sim é ser neutro, Morumbi nunca é neutro quando SP joga lá, hehe).
Após um primeiro tempo equilibrado, a etapa final começou quente: aos 5 minutos, Martinelli acertou um chute forte e colocou o Palestra em vantagem. A alegria verde durou pouco, pois 1 minuto depois, Mario deixou tudo igual. Aos 32 minutos, Forte se livra da marcação e manda pro fundo da rede paulistana. A pressão do Paulistano então foi fortíssima, mas o goleiro Primo - com talento e sorte- conseguiu segurar o resultado.
Ao apito final de Hermann Friese, São Paulo explodiu de alegria. O sonho, enfim, se realizara: PALESTRA ITÁLIA, Campeão Paulista de 1920.

É claro que, na São Paulo às vésperas do Natal, faltou vinho tinto para tanta festa...

E é lógico que a Maravilhosa História do Palestra Itália não acaba por aqui. Continuaremos em breve...rsrs

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Um pouco de história...PARTE 1


Por Dani Violim


Quarta-feira, 26 de Agosto de 1914: nascia o Palestra Itália.
Muita festa, muita alegria, quando alguém se lembrou de um detalhe: de onde viria o dinheiro? Mas isso não seria problema. O importante era o nascimento do Clube, que surgia com a alma de um CAMPEÃO.

NASCE UM CAMPEÃO

Em 1914, o hoje conhecido Clube Espéria, se chamava "Societá dei Canottien" (Sociedade dos Remadores). Lá, se jogava a Bocha e, como o nome diz, se praticava o remo. Mas o futebol começava a despertar paixões, já que há muito era praticado na Itália com o nome de CALCIO.
Quatro italianos - Luigi Cervo, Ezequiel Simone, Luigi Emanuelle Marzo e Vicenzo Ragognetti - eram os mais animados dentre aqueles que moravam no então,totalmente italiano, bairro do Brás. Eles se encantaram com a visita ao Brasil do Torino e do Pro Vercelli, times do futebol italiano, e resolveram que os filhos dos filhos da Itália também precisavam de uma equipe de futebol.
Mal os times italianos embarcaram pra sua Terra Natal, Cervo, Simone, Marzo e Ragognetti arregaçaram as mangas no intuito de fundar o Clube com o qual já sonhavam.
Muito se esperava, mas pouco se conseguiu. Vários pensaram que o Clube teria, como os outros da época, recitais e bailes. Não! Os quatro rapazes estavam decididos que o carro-chefe do Palestra Itália seria o FUTEBOL.
Enfim, o Sol nasceu naquela quarta-feira, 26 de Agosto de 1914. Muita alegria, gargalhadas e confraternização (como pede a italianada), um bom vinho para brindar mais um "oriundi" que nascia...

E O DINHEIRO??

Bom, lá fora o mundo fervia. A Europa estava envolta numa disputa mortal: A Primeira Guerra Mundial. Se a falta de grana já era um problema antes da Guerra, imagina depois...
Desesperados, sem saída e sem fundos pra pagar até mesmo as contas de água e luz, muitos dirigentes do Palestra chegaram à conclusão de que o melhor seria decretar a morte do Clube. Quando a Guerra terminasse, todos voltariam a se reunir pra ressuscitá-lo e torná-lo grade e forte.
Foi quando Luigi Cervo, quase sempre calado, resolveu intervir de forma mais direta. Um murro na mesa e o juramento de que o Palestra não morreria, que o seu ideal e o dos outros três jovens imigrantes haveria de vingar!

UMA PARTIDA DE FUTEBOL...

Era o que precisava pra mostrar que o Palestra estava vivo!
Mais importante do que não deixar o Palestra morrer com pouco mais de quatro meses de vida era fazer do primeiro jogo de futebol de sua história, um marco fundamental para o futuro do Clube.
O adversário escolhido foi o SAVÓIA, clube da colônia italiana da cidade de Sorocaba-SP.
O jogo aconteceu em um Domingo, 24 de Janeiro de 1915. Foi exatamente às 15h que o primiro time do Palestra entrou em campo. O 11 heróis que vestiram a camisa azul com a faixa branca, levando sobre o peito o distintivo contendo a cruz da Casa Real de Savóia foram: Stilittano, Bonato e Fúlvio; Police, Bianco e Vale; Cavinatto, Fiaschi, Alegretti, Amílcar e Ferré.
Toda a arrecadação deste jogo foi destinada à Cruz Vermelha Italiana, com a entidade beneficente recebendo 200 contos, uma fortuna na época.

Jogo duro, disputado, mas..quiseram os deuses do futebol que acabasse sendo vencido pelos italianos do Palestra e não pelos italianos do Savóia. O placar de 2x0, com gols de Bianco e Alegretti, deu um novo sopro de vida ao nosso time, pouco antes fadado ao esquecimento...

fonte: Rev. PALMEIRAS: Sua história, Suas Glórias. Edição Histórica.


E a história não pára por aqui. Mais à frente, daremos continuidade a ela..

Os programas de futebol... Haja paciência.

Por: Carol Rodriges





ESPN Brasil





Ontem a noite, na falta do que fazer e cansada de ver o descaso dos políticos para com o país e cansada também das inúmeras tragédias que passam no jornal, resolvi assistir a um dos programas de futebol que meu pai adora. Ele vive tão concentrado naqueles programas que achei que talvez eles fossem interessantes... Mas depois entendi porque meu pai ainda os assiste (ele é flamengo e curincha, agora ta entendido). O canal escolhido foi a ESPN Brasil e o programa por volta das 20:30hs era Bate Bola 2º edição. Os apresentadores Eduardo Elias e Arnaldo Ribeiro colocaram em discussão o Jogador Marquinhos do Vitória, recém contratado da Traffic e em 2009 será repassado ao Palmeiras. Pois bem, o fato é que na concepção deles, seria anti-ético o jogador enfrentar o seu futuro clube que busca ainda uma vaga na Libertadores de 2009, já que o interesse do jogador em 2009 será jogar a competição e o mesmo ficará dividido entre defender o seu clube ou jogar “mal” para que as chances do Palmeiras ir para a Libertadores se multiplique; mas só uma perguntinha: Quem paga atualmente o salário do jogador? Bem, discussões a parte, o que mais me impressionou no programa foi a imparcialidade dos apresentadores. Isso porque no domingo passado, 23/11 jogaram Vasco x spfw, e o jogador Wagner Diniz (que em setembro deu uma entrevista dizendo que quer muito defender o sp em 2009 e confirmou o interesse do time em seu futebol) estava em campo defendendo o Vasco e quase fez misteriosamente um gol contra. O jogador tem um pré-contrato com o time do sp. Agora fica a pergunta: Cadê a ética? Cadê a imparcialidade? Aceitar que um torcedor seja imparcial é a coisa mais natural do mundo (eu sou a primeira, rs) agora aceitar que um jornalista esportivo faça o mesmo é D+ . O Sr. Wagner Diniz tem tanto interesse que o sp se saia bem neste campeonato quanto o Marquinhos, então eu acho que já que somos todos imparciais, cada um podia cuidar do seu time e apenas acompanhar os resultados alheios.

Mala Branca

Muito está se falando que seria dada ao Vitória uma certa quantia em dinheiro para que o time entre com uma motivação a mais para ganhar do Palmeiras no próximo domingo. O futebol é uma caixinha de surpresas e a impressa coloca no ar esse tipo de noticia justamente para criar um clima ruim. Se existe ou não esse tal incentivo vindo do Flamengo, Cruzeiro e Grêmio eu não sei... Só acho que vale entrar com a atenção redobrada e lembrar que a noticia na segunda-feira era que sabe Deus porque o Vitória entregaria o jogo. Vai entender essa impre$inha... Eles colocam no ar, sempre aquilo que você não quer ler.

Fluzinho

O fluminense tem a chance de terminar o ano fazendo aquilo que começou. Será que ele vai continuar sendo o carrasco das meninas? To torcendo para isso, assim o Grêmio (pipoqueiro) terá mais uma chance e certamente jogará ela fora mais uma vez.

Inter

E não é que os meninos levaram a Sul Americana a serio?! Estão assim como os vizinhos com uma das mãos na taça, e ainda estão quase conseguindo uma vaguinha na Libertadores de 2009, já que o Peru muito provavelmente não participará e neste caso, sobrarão 3 vagas, porém ainda não se sabe quais critérios eles pretendem usar para o soreteio.


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Começo...



A idéia de criar um blog surgiu por sugestão de um grande amigo que sempre admirou a nossa paixão por futebol... Há algum tempo atrás, não era muito comum ver mulheres apaixonadas por futebol...de uns tempos para cá, surgiram as Maria-Chuteiras e agora (graças a Deus) surgiram as belas mulheres, lindas, inteligentes, amigas, mães e irmãs que gostam e entendem de futebol... Não... esse blog não será só dedicado às mulheres, mas sim à torcida. Nós (Eu, Cah e a Dan) nos conhecemos em 2008 por meio do Blog do Palmeiras na globo.com e desde então, falar de futebol ficou ainda mais divertido. Nossa grande Paixão é de fato o Palmeiras, então qualquer imparcialidade no assunto futebol, não é mera coincidência, rss. Espero que este seja o primeiro post de muitos e conto com a colaboração de todos aqueles que assim como nós, estão NA TORCIDA. Mande suas fotos, vídeos e histórias.


Obrigada pela idéia Léo e que a parceria seja eterna meninas ;)


Carol e Cah e Dani