
Por Dani Violim
Quarta-feira, 26 de Agosto de 1914: nascia o Palestra Itália.
Muita festa, muita alegria, quando alguém se lembrou de um detalhe: de onde viria o dinheiro? Mas isso não seria problema. O importante era o nascimento do Clube, que surgia com a alma de um CAMPEÃO.
NASCE UM CAMPEÃO
Em 1914, o hoje conhecido Clube Espéria, se chamava "Societá dei Canottien" (Sociedade dos Remadores). Lá, se jogava a Bocha e, como o nome diz, se praticava o remo. Mas o futebol começava a despertar paixões, já que há muito era praticado na Itália com o nome de CALCIO.
Quatro italianos - Luigi Cervo, Ezequiel Simone, Luigi Emanuelle Marzo e Vicenzo Ragognetti - eram os mais animados dentre aqueles que moravam no então,totalmente italiano, bairro do Brás. Eles se encantaram com a visita ao Brasil do Torino e do Pro Vercelli, times do futebol italiano, e resolveram que os filhos dos filhos da Itália também precisavam de uma equipe de futebol.
Mal os times italianos embarcaram pra sua Terra Natal, Cervo, Simone, Marzo e Ragognetti arregaçaram as mangas no intuito de fundar o Clube com o qual já sonhavam.
Muito se esperava, mas pouco se conseguiu. Vários pensaram que o Clube teria, como os outros da época, recitais e bailes. Não! Os quatro rapazes estavam decididos que o carro-chefe do Palestra Itália seria o FUTEBOL.
Enfim, o Sol nasceu naquela quarta-feira, 26 de Agosto de 1914. Muita alegria, gargalhadas e confraternização (como pede a italianada), um bom vinho para brindar mais um "oriundi" que nascia...
E O DINHEIRO??
Bom, lá fora o mundo fervia. A Europa estava envolta numa disputa mortal: A Primeira Guerra Mundial. Se a falta de grana já era um problema antes da Guerra, imagina depois...
Desesperados, sem saída e sem fundos pra pagar até mesmo as contas de água e luz, muitos dirigentes do Palestra chegaram à conclusão de que o melhor seria decretar a morte do Clube. Quando a Guerra terminasse, todos voltariam a se reunir pra ressuscitá-lo e torná-lo grade e forte.
Foi quando Luigi Cervo, quase sempre calado, resolveu intervir de forma mais direta. Um murro na mesa e o juramento de que o Palestra não morreria, que o seu ideal e o dos outros três jovens imigrantes haveria de vingar!
UMA PARTIDA DE FUTEBOL...
Era o que precisava pra mostrar que o Palestra estava vivo!
Mais importante do que não deixar o Palestra morrer com pouco mais de quatro meses de vida era fazer do primeiro jogo de futebol de sua história, um marco fundamental para o futuro do Clube.
O adversário escolhido foi o SAVÓIA, clube da colônia italiana da cidade de Sorocaba-SP.
O jogo aconteceu em um Domingo, 24 de Janeiro de 1915. Foi exatamente às 15h que o primiro time do Palestra entrou em campo. O 11 heróis que vestiram a camisa azul com a faixa branca, levando sobre o peito o distintivo contendo a cruz da Casa Real de Savóia foram: Stilittano, Bonato e Fúlvio; Police, Bianco e Vale; Cavinatto, Fiaschi, Alegretti, Amílcar e Ferré.
Toda a arrecadação deste jogo foi destinada à Cruz Vermelha Italiana, com a entidade beneficente recebendo 200 contos, uma fortuna na época.
Jogo duro, disputado, mas..quiseram os deuses do futebol que acabasse sendo vencido pelos italianos do Palestra e não pelos italianos do Savóia. O placar de 2x0, com gols de Bianco e Alegretti, deu um novo sopro de vida ao nosso time, pouco antes fadado ao esquecimento...
fonte: Rev. PALMEIRAS: Sua história, Suas Glórias. Edição Histórica.
E a história não pára por aqui. Mais à frente, daremos continuidade a ela..
Muita festa, muita alegria, quando alguém se lembrou de um detalhe: de onde viria o dinheiro? Mas isso não seria problema. O importante era o nascimento do Clube, que surgia com a alma de um CAMPEÃO.
NASCE UM CAMPEÃO
Em 1914, o hoje conhecido Clube Espéria, se chamava "Societá dei Canottien" (Sociedade dos Remadores). Lá, se jogava a Bocha e, como o nome diz, se praticava o remo. Mas o futebol começava a despertar paixões, já que há muito era praticado na Itália com o nome de CALCIO.
Quatro italianos - Luigi Cervo, Ezequiel Simone, Luigi Emanuelle Marzo e Vicenzo Ragognetti - eram os mais animados dentre aqueles que moravam no então,totalmente italiano, bairro do Brás. Eles se encantaram com a visita ao Brasil do Torino e do Pro Vercelli, times do futebol italiano, e resolveram que os filhos dos filhos da Itália também precisavam de uma equipe de futebol.
Mal os times italianos embarcaram pra sua Terra Natal, Cervo, Simone, Marzo e Ragognetti arregaçaram as mangas no intuito de fundar o Clube com o qual já sonhavam.
Muito se esperava, mas pouco se conseguiu. Vários pensaram que o Clube teria, como os outros da época, recitais e bailes. Não! Os quatro rapazes estavam decididos que o carro-chefe do Palestra Itália seria o FUTEBOL.
Enfim, o Sol nasceu naquela quarta-feira, 26 de Agosto de 1914. Muita alegria, gargalhadas e confraternização (como pede a italianada), um bom vinho para brindar mais um "oriundi" que nascia...
E O DINHEIRO??
Bom, lá fora o mundo fervia. A Europa estava envolta numa disputa mortal: A Primeira Guerra Mundial. Se a falta de grana já era um problema antes da Guerra, imagina depois...
Desesperados, sem saída e sem fundos pra pagar até mesmo as contas de água e luz, muitos dirigentes do Palestra chegaram à conclusão de que o melhor seria decretar a morte do Clube. Quando a Guerra terminasse, todos voltariam a se reunir pra ressuscitá-lo e torná-lo grade e forte.
Foi quando Luigi Cervo, quase sempre calado, resolveu intervir de forma mais direta. Um murro na mesa e o juramento de que o Palestra não morreria, que o seu ideal e o dos outros três jovens imigrantes haveria de vingar!
UMA PARTIDA DE FUTEBOL...
Era o que precisava pra mostrar que o Palestra estava vivo!
Mais importante do que não deixar o Palestra morrer com pouco mais de quatro meses de vida era fazer do primeiro jogo de futebol de sua história, um marco fundamental para o futuro do Clube.
O adversário escolhido foi o SAVÓIA, clube da colônia italiana da cidade de Sorocaba-SP.
O jogo aconteceu em um Domingo, 24 de Janeiro de 1915. Foi exatamente às 15h que o primiro time do Palestra entrou em campo. O 11 heróis que vestiram a camisa azul com a faixa branca, levando sobre o peito o distintivo contendo a cruz da Casa Real de Savóia foram: Stilittano, Bonato e Fúlvio; Police, Bianco e Vale; Cavinatto, Fiaschi, Alegretti, Amílcar e Ferré.
Toda a arrecadação deste jogo foi destinada à Cruz Vermelha Italiana, com a entidade beneficente recebendo 200 contos, uma fortuna na época.
Jogo duro, disputado, mas..quiseram os deuses do futebol que acabasse sendo vencido pelos italianos do Palestra e não pelos italianos do Savóia. O placar de 2x0, com gols de Bianco e Alegretti, deu um novo sopro de vida ao nosso time, pouco antes fadado ao esquecimento...
fonte: Rev. PALMEIRAS: Sua história, Suas Glórias. Edição Histórica.
E a história não pára por aqui. Mais à frente, daremos continuidade a ela..

5 comentários:
Oi Dani!
Gostei do blog!
Tu e as gurias estão de parabéns!!!
Bjos!!!
Gu ;-)
Valeu Gu!!
Tu é curintiano, mas é legal demais da conta!! Hehehe..
Cuidado com a chuva aí na Ilha da Magia, hein!!
Bem-vindo sempre ;)
Binho, Dani.
É por isso que eu digo ...
dá orgulho ser Palmeirense
Mandou bem amiga... Deixou gostinho de quero mais. Adorei o post e estou aguardando a continuação.
Valeu o elogio Gustavo. Tu és corinthiano? Estamos comemorando a volta dos classicos em 2009. Afinal, classico que é classico acontece dentro das 4 linhas, e não começa uma semana antes com as reclamações do adversário.
Bjs Carol
Isso já não é mais um BLOG.. mas sim um Almanaque (Enciclopédia) do Palestra Itália e seu time...
Postar um comentário